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Usar jogos para educar é uma boa ideia?

 

Um dos canais mais rentáveis no Youtube, com 90 milhões de inscritos, é um canal de jogos: o Pewdiepie. Os games digitais definitivamente fazem parte da vida dos jovens e adultos. Pensando nisso, como a educação pode aproveitar estas experiências dos jogos para ensinar através deles em sala de aula e em tarefas de casa?

 

 

Talvez o jeito seja mesmo não nadar contra a corrente dos games digitais, e sim pegar essa onda - de maneira consciente, é claro. Porém, a dificuldade está aí mesmo: como adaptar jogos para o currículo escolar? Ou como adaptar o currículo escolar para os jogos? Essa não é uma tarefa fácil. As bases sólidas pedagógicas e as diretrizes nacionais de educação ainda estão se adaptando a essa transformação.

 

 

Apesar disso, as iniciativas vêm surgindo de várias partes. Uma das partes são as empresas de jogos com iniciativas na educação. Jogos específicos para a educação existem, e estão sendo criados mais, mas e aqueles que não são específicos para a aprendizagem - ou que pelo menos não surgiram assim -, mas que os jovens não cansam de jogar e são populares entre eles? Será que eles também não podem ser usados e adaptados?

 

 

Provavelmente foi uma pergunta parecida com essa que levou algumas dessas grandes empresas a investirem em uma versão específica para educação, ou que levou grupos de pessoas a utilizar esses jogos de entretenimento como ferramentas de ensino. Talvez você conheça alguns deles, mas sabe como eles estão sendo aplicados para ajudar na aprendizagem? Trouxemos alguns exemplos.

 

 

Civilization

 

 

 

 

Zack Gilbert ensina História Antiga em uma escola de Ensino Médio nos EUA com o jogo "Civilization". No jogo, os alunos podem manipular civilizações antigas e entender como funcionavam a economia, as leis, governo, religião, entre outras particularidades destas civilizações. Gilbert diz que o jogo é usado em momentos específicos, não exaustivamente. Mas afirma que ver as crianças empolgadas com as características de figuras históricas é um grande salto e incentiva discussões e um aprendizado mais interativo. A reportagem completa está aqui (em inglês).

 

 

Site oficial do jogo: civilization.com

 

 

WORLD OF WARCRAFT

 

 

 

 

 

Existe uma iniciativa, o WowInSchool, que apesar de ser apenas um fórum na web, nos dá indícios de um crescente pensamento entre alunos e educadores de que games do dia-a-dia podem ser usados para aprender diversos assuntos. No caso do WOW: Matemática, Cidadania Digital, Segurança Online e até Literatura. O WOW é um MMORPG (Massive MultiPlayer Online Role-Playing Game), ou seja, ele é jogado por uma quantidade enorme de usuários ao mesmo tempo na internet que interagem entre si.

 

 

Site oficial do jogo: worldofwarcraft.com/

 

 

ANGRY BIRDS PLAYGROUND

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=vB4FIZViN0Y

 

 

Um programa de educação para a primeira infância. A Rovio, criadora do Angry Birds, criou este programa baseado em seu mais famoso game. Na sala de aula as crianças aprendem com jogos físicos, livros de referências, livros de atividades e recursos digitais, além da ambientação da sala de aula.

 

 

É possível encontrar o kit a venda na Amazon.

 

 

MINECRAFTEDU

 

 

https://youtu.be/hl9ZQiektJE

 

 

Cerca de mil escolas no mundo já utilizam o game MineCraftEDU para auxiliar no ensino. O jogo permite que o jogador crie qualquer objeto a partir de blocos. No museu de Nova Iorque, Barry Joseph, diretor da área de aprendizado digital, conta: "Em uma das lições, os alunos utilizaram o conteúdo do museu para aprender sobre como os humanos construíam suas casas em resposta aos ambientes naturais em que vivem e depois tiveram a oportunidade de construir, no Minecraft, suas próprias moradias, com base no que aprenderam".

 

 

Site oficial do jogo: education.minecraft.net/

 

 

 

 

 

Ainda existem muitos estudos a serem feitos antes de podermos dizer que os games são boas alternativas na sala de aula. Independente disso, é bom ver as pessoas adaptando este tipo de ferramenta para ajudar no engajamento do aprendizado, e não apenas como uma forma de passatempo. Para mais informações e diferentes pontos de vista, acesse a série de posts sobre jogos da KQED.

 


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