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INDÚSTRIA 4.0 E A EDUCAÇÃO, por Iolene Lima

INDÚSTRIA 4.0 E A EDUCAÇÃO, por Iolene Lima

Falamos hoje em ecossistemas de negócios, interdependentes e coligados. Em inteligência artificial, comunicação digital e velocidade da informação nunca vista. De fato as 3 primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem (olha Ford aí), a eletricidade e a tecnologia da informação. Esse conjunto de fatos trouxe elevação na renda dos trabalhadores, competição acirrada no mercado e condução ao desenvolvimento econômico global. A quarta revolução industrial, que vivemos hoje, já traz impactos profundos, e se caracteriza por um conjunto de tecnologias que permitem a integração, a fusão do mundo físico, digital e biológico.

O Brasil, como os demais países, passa por uma profunda crise, a economia afetada, o consumo mudando e o risco de recessão é eminente. Entretanto, diante desse cenário que poderia ser catastrófico, abre-se uma janela de oportunidades para a inserção do novo, do diferencial, da conexão entre empresa e cliente. Aprendemos que nem tudo precisa ser no presencial, o digital, o virtual se consolidou como possível. Já temos empresas instalando o home office como “normal”, algumas vendendo somente pela plataforma, deixaram o mundo físico. A transformação de fato está acontecendo.

E a educação nesse cenário de mudanças? Estávamos inseridos num “modelo 1.0”, quase do século XVIII, com processos engessados e resultados como nação cada vez piores. Os dados do PISA corroboram que o país apesar do investimento financeiro público, que não são é pouco, necessita avançar urgentemente. Não podemos nos contentar com índices inexpressivos em linguagens e matemática, por exemplo, como se isso fosse natural. Não é. Fala-se tanto em equidade na aprendizagem e o que vemos é o aumento da vala entre público e privado.

De fato, o estado de pandemia nos auxiliou a mergulharmos profundamente no mundo digital, a rever nossas práticas, a ousar mudar. Saímos de aulas expositivas presenciais e nos aprofundamos em edição de vídeos, podcasts, animação e outras ferramentas digitais para que o ensino chegasse nas casas e alcançasse a atenção dos estudantes. Isso basta? Não! Mas, já foi um grande avanço. Fomos lançados, como uma propulsão de um foguete para um novo tempo. A tecnologia enfim chegou à educação de ponta a ponta.

Problemas? Obviamente que sim. Mas, precisamos comemorar o avanço. A pandemia vai acabar e o que não podemos perder com o retorno presencial é o que de fato ganhamos: aprendizagem tecnológica.

 

Sobre a autora:

Iolene Lima é pedagoga com especialização em Orientação Educacional, Administração Escolar e em Supervisão Escolar.

 

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Foto de capa de Marvin Meyer em Unsplash

 


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