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Educação e Sustentabilidade: Desafios e Perspectivas

Educação e Sustentabilidade: Desafios e Perspectivas

Os temas ligados à questão ambiental e seu agravamento conquistaram grande espaço nos meios científico, político e empresarial nas últimas duas décadas como resultado do intenso crescimento populacional, do consumo crescente e generalizado de energia fóssil e do desenvolvimento tecnológico baseado em uma matriz de intensa utilização de carbono.

O tema Mudanças Climáticas hoje é um dos mais importantes para a sobrevivência e sustentabilidade da espécie humana, tendo adquirido um grau de complexidade com importantes ramificações nas áreas política, econômica e social, sendo hoje

“[...] o maior desafio político, econômico, jurídico e ambiental de nossa civilização” (VIOLA; BARROS-PLATIAU; LEIS, 2008).

Vivemos um momento de expectativa de grandes perturbações de ordem geral no meio ambiente, infraestruturas e na saúde humana (a exemplo da pandemia Covid-19) como resultado da indiscriminada ação humana sobre os ecossistemas, entretanto, ainda não se conhece a real dimensão da interferência humana no processo.

Em 1980 o assunto mudanças climáticas surge como assunto político internacional, sendo que em 1988 a Suécia torna-se a primeira nação a empreender ações domésticas visando estabilizar emissões de CO2.

Em que pese haver crescente consenso científico e político a respeito da gravidade destes assuntos ligados ao meio ambiente e a sustentabilidade, ainda não estão definidas nem consensuadas a governança e a governabilidade relativas a eles.

Governos debatem em torno de suas responsabilidades, das maneiras de amenizar os efeitos, e do ônus causado às suas economias. Destes debates surge a necessidade de medidas mitigação e adaptação, tais como: melhoria da eficiência energética (produção e transmissão); uso de energias alternativas (solar, eólica, biomassa, energia a partir de resíduos, etc.); uso racional da energia nuclear; captura e armazenamento de carbono, entre outros.

Se nada for efetivado, o resultado efetivo das mudanças ambientais que impactarão sobre a sustentabilidade futura da raça humanas serão especialmente a elevação da temperatura (efeito estufa), a alteração no padrão de distribuição das chuvas e aumento da intensidade e frequência das tempestades ao redor do planeta, o aumento do nível dos oceanos, e as mudanças nas zonas climáticas (alterações na biogeografia e topografia). E tudo isto sendo agravado pelo crescimento da população, pelo adensamento urbano e pela ocupação humana em áreas de risco geológico.

Para atingir as mitigações serão necessárias grandes mudanças no crescimento econômico, mudanças de comportamento, intervenção política significativa (leis/multas) e especialmente um amplo processo de educação e formação para a sustentabilidade.

 

Educação para a sustentabilidade

Assim, poderíamos propor os seguintes encaminhamentos na direção de uma possível solução ou minimização dos problemas decorrentes da falta de atenção a questão ambiental: inserir o assunto como tema transversal em todas os conteúdos da educação básica (o BNCC poderia ser um importante documento); inserir o assunto como tema transversal em todas as matrizes curriculares de todos os cursos de formação profissional (superior ou não), especialmente nos cursos de formação de professores; criação de programas de formação e capacitação de professores voltado a temática da sustentabilidade planetária em todos os níveis.

Como exemplo prático de ações visando a sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida em uma região, seguem algumas ações desenvolvidas (em maior ou menor grau) por algumas Instituições Comunitárias de Educação Superior filiadas ao Sistema ACAFE, que poderiam ser replicadas por escolas e academias brasileiras:

  1. Criação de um Núcleo de Estudos Ambientais (NEA) para a capacitação de professores.
  2. Criação de Centros de Estudos e Pesquisas Ambientais – estruturas voltadas ao ensino, a extensão, a pesquisa e às aulas de campo.
  3. Desenvolvimento de parceiras internacionais para o incentivo à pesquisa e a capacitação de professores.
  4. Realização da Semana da Comunidade como forma de divulgação do ensino, da pesquisa e da extensão universitária.
  5. Reestruturação das matrizes curriculares sendo o assunto inserido como tema transversal nos cursos de graduação.
  6. Desenvolvimento de programas de pós-graduação voltados ao tema.

 

Se quisermos evitar surpresas como a pandemia Covid-19, torna-se imediato um aprofundado olhar sobre a educação como a melhor entre todas as ferramentas para as mudanças de comportamento necessárias, e somente assim poderemos vislumbrar um futuro de sobrevivência e de melhor qualidade de vida para os cidadãos deste planeta.

 

Foto por Dustan Woodhouse em Unsplash

 


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