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Dez recomendações da Unesco sobre ensino a distância devido à pandemia

Dez recomendações da Unesco sobre ensino a distância devido à pandemia

Escolas de todo o mundo suspenderam as aulas para ajudar a conter contaminações pelo covid-19. Em face ao fechamento por tempo indeterminado dos colégios, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, publicou estas 10 recomendações sobre ensino à distância.

Segundo dados da agência, a suspensão atingiu um número sem precedentes. A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, disse que “o encerramento temporário de escolas não é inédito, mas infelizmente a escala e a velocidade desta interrupção não têm paralelo.” 

Veja as recomendações

1 – Analise a resposta e escolha as melhores ferramentas – Escolha as tecnologias mais adequadas de acordo com os serviços de energia elétrica e comunicações da sua área, bem como as capacidades dos alunos e professores. Isso pode incluir plataformas na internet, lições de vídeo e até transmissão através da televisão ou rádio.  

2 – Assegure-se de que os programas são inclusivos – Implemente medidas que garantam o acesso de estudantes de baixa renda ou com deficiências. Considere instalar computadores dos laboratórios da escola na casa dos alunos e ajudar com a ligação à internet.  

3 – Atente para a segurança e a proteção de dados – Avalie a segurança das comunicações online quando baixar informação sobre a escola e os alunos na internet. Tenha o mesmo cuidado quando partilhar esses dados com outras organizações e indivíduos. Garanta que o uso destas plataformas e aplicações não violam a privacidade dos alunos.  

4 – Dê prioridade a desafios psicossociais, antes de problemas educacionais – Mobilize ferramentas que conectem escolas, pais, professores e alunos. Crie comunidades que assegurem interações humanas regulares, facilite medidas de cuidados sociais e resolva desafios que podem surgir quando os estudantes estão isolados.  

5 – Organize o calendário – Organize discussões com os vários parceiros para compreender a duração da suspensão das aulas e para decidir se o programa deve centrar em novos conhecimentos ou consolidação de currículo antigo. Para organizar o calendário é preciso considerar as áreas afetadas, o nível de estudos, as necessidades dos alunos e a disponibilidade dos pais. Escolha metodologias de ensino de acordo com as exigências da quarentena evitando métodos de comunicação presencial.  

6 – Apoie pais e professores no uso de tecnologias digitais – Organize formações e orientações de curta duração para alunos e professores. Ajude os docentes com as condições básicas de trabalho, como rede de internet para aulas por videoconferência.  

7 – Mescle diferentes abordagens e limite o número de aplicações – Misture as várias ferramentas disponíveis e evite pedir aos alunos e pais que baixem ou testem demasiadas plataformas.  

8 – Crie regras e avalie a aprendizagem dos alunos – Defina regras com pais e alunos. Crie testes e exercícios para avaliar de perto a aprendizagem. Facilite o envio da avaliação para os alunos, evitando sobrecarregar os pais.  

9 – Defina a duração das unidades com base na capacidade dos alunos – Mantenha um calendário de acordo com a capacidade dos alunos se concentrarem sozinhos, sobretudo para aulas por videoconferência. De preferência, cada unidade não deve exceder os 20 minutos para o ensino primário e 40 minutos para o ensino secundário. 

10 – Crie comunidades e aumente a conexão – Crie comunidades de professores, pais e diretores de escolas para combater o sentimento de solidão e desespero, facilitando a troca de experiencias e discussão de estratégias para enfrentar as dificuldades.

 


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Camadas Educacionais
Carlos Seabra
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Carlos Seabra é editor de publicações e produtor de conteúdos de multimídia e internet, consultor e coordenador de projetos de tecnologia educacional, palestrante, autor de livros infantojuvenis e criador de jogos digitais e de tabuleiro.

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